pge Escreveu: ↑13 ago 2026 16:53
Um cenário de aproximadamente 9% de IRS é algo que nunca me tinha ocorrido e acho uma informação muito valiosa.
Num cenário de fundos imobiliários teríamos de englobar e entrar naquela situação falada anteriormente de provavelmente reclamar à AT.
E estamos a falar sobre a mais valia, pq do resgate total será 4,5%...Isto vai mudar bastante a minha perspectiva da reforma.
Atenção que simulei cenários extremos, sem rendimentos de trabalho/pensões. Se estes rendimentos existirem, têm de ser modestos para continuar a compensar o englobamento. Mas tratando-se de um casal, o limite de rendimentos em que compensa duplica, e se calhar o custo de vida não aumenta tanto.
Se até lá não adaptarem a declaração de IRS, ao englobar o resgate de fundos imobiliários, terá de se reclamar o desconto por antiguidade. Esperemos que nos próximos anos a situação seja retificada.
Eu gostava era de saber quanto capital é que seria preciso estar empatado num fundo desses para receber dividendos suficientes para viver apenas disso...
Alex Escreveu: ↑13 ago 2026 14:25
Como referi essa analise está inquinada , está a faltar variaveis, eu pago menos impostos na parte valorização porque estou a vender parte do patrimonio inicial, não estou a viver 100% da valorização como no caso da distribuição.
Quando tiver tempo faço a simulação para um periodo de 10 anos e depois verifica-se quem tem mais patrimonio.
Queres dizer que anualmente vendes algumas unidades além de receberes dividendos? Nesse caso, estás num cenário misto.
Não, tendo em conta a sugestão do Patanisca, recebo uma herança e não quero trabalhar mais.
Preciso de 24 mil € liquidos/ano e tenho duas opções de investimento para aplicar a herança, uma um fundo acumulativo, que valoriza sempre 10% ao ano.
Outro um fundo distributivo que também valoriza 10% ano, mas desses 10%, distribui sempre 5%, os outros 5%é valorização das UP.
Para o 1º ano, em ambos preciso de 24k€, sobram 591 133€.
Considerando que duranto 10 anos a inflação é zero, as taxas de IRS e legislação não é alterada, se aplicar no fundo acumulativo, chego ao fim dos 10 anos com um valor superior de 7% sobre o aplicar no fundo distributivo , +/- 1 134 000 € versus +/-1 058 000 €.
Não considerei custos de resgates nem de pagamentos de dividendos.
Há varias nuances a considerar que podem mudar o resultado, ser necessário um valor menor, em vez de 24k/ano, ser 12k/ano, o IRS a pagar no distributivo já é bastante menor e tem impacto porque no caso do acumulativo, o IRS a pagar é sempre (ou quase sempre) no 1º escalão.
Se em vez de um fundo fosse uma empresa portuguesa, o englobamento dos dividendos a 50% tornava a opção da distribuição mais vantajosa cerca de 6%, 1 204 000 € versus 1 134 000,00 €.
Lvsitano Escreveu: ↑13 ago 2026 19:04
Eu gostava era de saber quanto capital é que seria preciso estar empatado num fundo desses para receber dividendos suficientes para viver apenas disso...
Depende de quanto gastas...
Se for um agregado familiar só com um sujeito e precisares de 2000€/mês liquidos, 24000€/ano.
Não tendo mais nenhum rendimento e englobando precisas de 30500€/ano de rendimento iliquido (se não me enganei nas contas...).
Se for um fundo que distribua 5% ao ano precisas de 610000€
Se for 2x sujeitos para a mesma quantia liquida pagas bastante menos imposto, vais precisar de menos.
pge Escreveu: ↑13 ago 2026 16:53
Um cenário de aproximadamente 9% de IRS é algo que nunca me tinha ocorrido e acho uma informação muito valiosa.
Num cenário de fundos imobiliários teríamos de englobar e entrar naquela situação falada anteriormente de provavelmente reclamar à AT.
E estamos a falar sobre a mais valia, pq do resgate total será 4,5%...Isto vai mudar bastante a minha perspectiva da reforma.
Atenção às alterações da lei. Diria que enquanto não houver uma crise e as finanças publicas estiverem +/- equilibradas, acredito que se mantenha mais uns anos mas assim que for preciso ir buscar €€€ deverá ser das primeiras a cair.